Diálogo entre, para e sobre as mulheres abre série de encontros do Teaser Talks

05_IMG_5690

Um happy hour seríssimo. Talvez essa seja a melhor descrição para os debates que a agência Teaser começou a realizar este ano. Em março, a agência abriu suas portas e janelas para um mundo muito mais rico, com mais vozes e debates super atuais. O objetivo é regar suas produções a magia das vivências particulares e coletivas e suas demandas reais.

Essa é a proposta do Teaser Talks ‘Janela pro mundo’, que começou com a presença de duas mulheres feministas: Maíra Ezequiel, pesquisadora sobre o tema e professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Valdilene Cruz, advogada e vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB Sergipe.

Aberto também a convidados, o bate-papo aconteceu na área verde da agência, regado a descontração, foco e vontade de reformular paradigmas usando a publicidade como ferramenta. Entre as falas de Maíra e Valdilene se intercalaram perguntas, comentários e contribuições da plateia a respeito dos diversos subtemas que permeiam tanto a prática e quanto a teoria do Feminismo.

Pontuando momentos diferentes da história, a professora Maíra mostrou quão cultural e localizada no tempo é a construção de cada padrão estabelecido para o “ser mulher” nas sociedades. Se de um lado o modo de produzir riqueza foi interferindo na visão da função da mulher pela sociedade; a religião, de outro, cumpriu também seu papel. Em se tratando da católica, chegando a promover, para citar um exemplo emblemático, um verdadeiro holocausto contras as mulheres durante a idade média. Desde então, o capitalismo, o racismo e o patriarcado têm se combinado para garantir a manutenção de uma estrutura que não se mostra disposta a encarar a autonomia e a emancipação das mulheres.

Até aqui, didática e historicamente, pode-se dizer que são três os momentos importantes do movimento feminista. A 1ª onda, considerada sufragista; a 2ª, localizada ali nos anos 60 e 70 e que, como contou Maíra, pega carona no movimento negro norteamericano e na luta pelos Direitos Civis. A 3ª onda é esta que estamos vivendo e que traz suas formas de opressão e de resistência feminina específicas. Há de levar em consideração também, nesse debate, que os feminismos são muitos e plurais, como são as mulheres. Algumas das correntes são o negro, o interseccional, o radical e o liberal.

Situada dentro das resoluções dos conflitos da 3ª onda, a advogada Valdilene pontuou com situações reais como a violência contra a mulher se dá atualmente – um dos pontos altos de sua contribuição ao debate. Para ela, o mais importante é a mulher adotar um posicionamento que não permita a rotulagem de si mesma, seja na maneira de ser, de vestir, de que profissão exercer. Atuando no meio judiciário, ela relatou tanto exemplos de machismo em relação à mulher na advocacia quanto contra mulheres que buscam o sistema de Justiça. Com esses exemplos, ela mostrou as chagas de um modelo de funcionamento de sociedade que se perpetua e compromete a garantia de direitos e acesso a oportunidades às mulheres.

Quer ler, conhecer e acompanhar as discussões sobre o Feminismo? Confira as dicas:

Sempre Viva Organização Feminista

Think Olga

Revista Catarinas

 

Tags:
Compartilhe:
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Rolar para cima